quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Testemunho: Ser Carmelita Descalço é uma opção de valentes

VOCAÇÃO RELIGIOSA
Que poderei eu dizer de mim: que nada sei! Chamo-me Ricardo Luis Rodrigues Teixeira, tenho 31 anos, sou português, de Lousada, distrito e diocese do Porto. Nasci no seio de uma família religiosa que sempre viveu do seu trabalho. Tenho um irmão mais velho, casado.
Conheci os Carmelitas Descalços na adolescência, aos 15 anos. Este contacto inicial foi depois aprofundado através da relação com os frades e com o Carmo Jovem – Movimento de Jovens Leigos Carmelitas. Ali vivi momentos belos e profundos de aprendizagem daquilo que é o Carmelo. Com os jovens carmelitas de Portugal trago cada vez mais o Carmo no coração!
Depois de terminada a formaçao universitária, comecei a trabalhar na minha área de formação: a contabilidade. Ao longo desses anos de trabalho fui feliz pessoal e profissionalmente. Mas queria melhor. E eis que aquilo que, ao longo dos anos, me chamava no meu íntimo, se libertou e me revelou o caminho que deveria seguir: a Jesus no Carmelo!

O que mais me atraiu? — O sentido e o calor da comunidade, tendo presente o carisma que os Carmelitas Descalços receberam de São João da Cruz e Santa Teresa de Jesus. Mas o verdadeiro toque vocacional foi o perfume que Santa Teresinha do Menino Jesus em mim derramou durante a peregrinação das suas relíquias a Portugal, em finais de 2005: “no coração da minha mãe a Igreja, eu serei o Amor”. Afinal eu já servia a Igreja na minha comunidade cristã e podia agora servi-la mais alargadamente como Teresinha! Foi o que fiz.
Finalmente apaixonei-me por um carisma que me levou a uma Ordem Religiosa que, pela fraternidade, me fez encontrar com Cristo de uma forma muito mais próxima: Segui-l’O na Vida Religiosa é para mim o caminho mais radical!
A decisão de entrar no Postulantado da Ordem foi um dos momentos mais marcantes da minha vida: seja pelo local onde fiz o pedido, Fátima; seja pelo local onde o realizei, Santuário do Menino Jesus de Praga, em Avessadas.
Por fim, confesso a ansiedade que percorreu o meu coração, no dia 4 de Setembro, dia da Tomada do hábito carmelita. Na verdade, revesti-me não como quem veste um uniforme, mas vestindo o hábito de Maria, a serva humilde do Senhor, Aquela que nos deu o Salvador, que deu a sua vida por nós.
Ser Carmelita Descalço é uma opção de valentes, é ser testemunha de Deus no mundo que anda distraído d’Ele. Não é esse um serviço belo à humanidade?
Frei Ricardo Luis de S. Teresinha do Menino Jesus
noviço carmelita descalço

Tudo isso e muito mais em: http://vocacoes.carmelitas.pt

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Testemunho: Como é bom ser Carmelita

Deus tem infinitos modos para revelar-nos sua vontade, usa as circunstâncias mais simples e corriqueiras da vida para atrair-nos a Si e fazer-nos participar  de seu projeto de amor.           
Conheci o Carmelo e ele se apresentou para mim como uma entrega total a Jesus era isso o que eu queria: chamado direto e imediato. Vim a Curitiba no ano 1997, com um grupo de amigos, tinha então 17 anos, participar do Gabaon, encontro de carnaval promovido pela renovação carismática católica.
Na chegada dividimo-nos e eu fiquei hospedada na casa de uma família que tinha a filha no Carmelo, até então desconhecido para mim. Na 3ª feira de carnaval vim participar da Missa no Carmelo, ao ver as Irmãs, seu canto tocou fundo no meu coração. Ao ver a alegria das Irmãs, saí dali decidida a voltar. Os preparativos foram rápidos, fiz acompanhamento e no ano seguinte entrei no Carmelo. Em outubro de 2004 fiz minha profissão solene.
A experiência destes anos vividos no Carmelo, já confirmaram no meu coração a beleza e a força de uma comunidade consagrada e reunida no nome do Senhor.


Minha juventude se enche de alegria diante de nossa missão.
Unidas com Nossa Senhora, na comunhão e no diálogo com Nosso Senhor, nos unimos a todas as realidades humanas, na simplicidade de nossa vida, no trabalho e na convivência e assim intercedemos a Deus por todos os sofrimentos e necessidades do mundo. Atentas e abertas aos irmãos, doamos tudo o que somos e fazemos para a glória de Deus.
Irmã Margarete de Jesus Ressuscitado

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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Testemunho: "Saboreei-Vos e agora, tenho fome e sede de Vós"

TESTEMUNHO VOCACIONAL

Considero que Deus me chamou de muitas maneiras e com várias vozes durante a minha história de vida de 25 anos. Serviu-se de situações, acontecimentos, encontros, pessoas, livros, filmes, experiências, sentimentos, pensamentos, na alegria e na tristeza. Este chamamento misterioso, sussurante e inefável, foi «escutado» de forma mais intensa nos princípios de 2006.
Vivendo uma conversão gradual na minha vida espiritual e na oração, e ao refletir sobre a minha vida passada e o meu modo de ser, comecei a perceber que o Senhor me estava a indicar um caminho para a minha vida que me levaria até Ele de uma forma mais intensa e radical.
Recordo que, quando vi os filmes, “Irmão Sol/Irmã Lua” e “A Vida de São Patrício da Irlanda”, fiquei cativado pela Vida Religiosa. Lembro-me que depois de ver cada um destes filmes, me ajoelhei diante dum crucifixo que tinha no meu quarto e ofereci-me a Jesus Crucificado, emocionado e com grande abandono de alma, dando um Sim ao convite especial que vinha a sentir. Fazia sentido que eu entrasse na Vida Religiosa. Sentia um grande alívio e paz ao pensar ser religioso. Não tinha uma carreira ou uma profissão em mente. Nunca tive ambições materiais ou de poder. Procurava algo na vida que fosse mais além e diferente do mundanismo. Ou seja, não procurava algo mas sim Alguém que estivesse mais além. E este Alguém procurava-me também. Queria que fosse mais além, que não tivesse medo à diferença por Ele e com Ele. Foi Ele que criou o vazio que só mesmo Ele poderia preencher. Só Deus poderia satisfazer os desejos mais profundos do meu coração. Uma inquietude que só Ele poderia serenar, como diz Santo Agostinho nas suas Confissões: “Fizeste-nos, Senhor, para Vós e o nosso coração anda inquieto enquanto não descansar em Vós... Brilhastes, cintilastes, e logo afugentastes a minha cegueira! Exalastes perfume: respirei-o..., suspirando por Vós. Saboreei-Vos e, agora, tenho fome e sede de Vós...”
Tinha passado por muitas desilusões e escuridão de espírito, mas, como diz o nosso Santo Padre, São João da Cruz: “...o passar pelas trevas acaba em grande luz.” Quando vi a Luz de Deus ao fim do túnel da minha vida sem sentido, o que podia fazer senão seguir a Luz para sair das trevas e ajudar outros a encontrar e seguir a mesma Luz. O desejo de partilhar a minha experiência de Deus foi forte desde o início e impeliu-me a anunciar a Boa Nova, principalmente aos jovens que andavam e andam perdidos e enganados por luzes falsas e ruídos hipnotizantes deste mundo, distantes da verdade e do Espírito de Deus.
O Carmelo apareceu na minha vida como um mistério. Um mistério que me seduziu e me levou a entrar neste jardim de Deus. Só sei que a página web vocacional da Província de Portugal teve uma grande influência na minha decisão de escolher a Ordem Religiosa do Carmelo Teresiano.
Senti-me bem-vindo e chamado às suas portas com estas simples palavras que me sensibilizaram: Serás bem recebido... Estás convidado a aparecer, palavras acolhedoras que nunca tinha visto noutras páginas web vocacionais de outras Ordens Religiosas.
Porquê os Carmelitas? O que mais me despertou desde sempre na Vida Religiosa foi a dimensão contemplativa. Mas, como disse, também queria anunciar a Boa Nova, partilhando os frutos da minha oração e intimidade com Deus. O Carmelo tem os dois lados da moeda. O atendimento espiritual e pastoral do sacramento da reconciliaçâo chamavam-me a atenção também. A literatura espiritual e a criatividade dos santos carmelitas atraiam-me a esta família de místicos.
A etapa vocacional em que me encontro – o noviciado – é uma fase de discernimento diário da vontade de Deus para a minha vida e uma introdução à experiência vital da Vida Religiosa carmelitana, dando corpo ao espírito do chamamento.
Preciso de tempo e paciência. Tempo para experimentar, tomar decisões e clarificar idéias; paciência com este tempo da experiência e com o meu ritmo próprio. Acredito que com o tempo, a experiência, o discernimento, a paciência, a determinação e a oração, vou assimilando o rico carisma teresiano – o espírito e vida que estou a chamado a viver. Esta sendo para mim um tempo de enamoramento da familia teresiana.
O que mais me apaixona na família dos carmelitas é o fato me tornar discípulo de Cristo segundo o estilo de Santa Teresa de Jesus e de São João da Cruz; é o fato de ser como eles um descendente “daqueles nossos santos padres do Monte Carmelo inspirados pelo espírito inflamado do profeta Elias”; e como Elias ser profeta da presença do Deus Vivo que é Amor, no meio deste mundo que não O conhece ou não O quer conhecer.
Vivo entusiasmado ao pensar que posso ser um irmão próximo dos que mais necessitam saber que há um Pai que os ama, ajudando-os a conhecer este Pai Celeste que os criaram para as grandezas da vida espiritual e teologal na intimidade com Ele. A vida interior e a intimidade com Deus despertam-me muito a atenção juntamente com os escritos e vidas exemplares dos santos do Carmelo. Dizia, por exemplo, a Ir. Elisabete da Tindade: “Como se é feliz, quando se vive na intimidade com Deus!” – é esta verdade que vou descobrindo.
Sinto que é no Carmelo Teresiano que vou encontrar esta felicidade e esta intimidade divina e assim sentir-me mais válido para o serviço da Igreja como bom filho de Teresa de Jesus, que morreu exclamando a alegria de ser Filha da Igreja. Como ela quero ser do grupo dos amigos fortes de Deus de que o mundo tanto necessita.
Frei Danny do Divino Espírito Santo
noviço carmelita teresiano
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